Só ajude se estiver bem!
23 jan 2019

Só ajude se estiver bem!

Este texto inicialmente talvez

23 jan 2019

Este texto inicialmente talvez lhe pareça um tanto clichê, mas leia até o final, pois, pode ser exatamente o que você precisa agora.

Fomos ensinados pelos nossos pais, pela religião e sociedade, que devemos sempre ajudar ao próximo, que é nossa obrigação praticar a caridade e o altruísmo. Sim, isso é verdade, afinal somos todos irmãos, somos todos filhos do Criador.
Porém, vale aqui uma ressalva, você já parou para pensar sobre o que exatamente Jesus quis dizer quando disse “amai ao próximo como a ti mesmo”? Bom, após muitos anos de profunda reflexão sobre a psicologia humana e a espiritualidade, percebo claramente que as palavras do mestre nos ensinam que na verdade, precisamos amar profunda e completamente a nós mesmos primeiro para em seguida esse amor poder naturalmente transbordar e fluir para as outras pessoas.
Se ampliarmos essa concepção, podemos concluir que só conseguimos efetivamente ajudar alguém quando nós nos ajudamos, ou seja, eu só posso oferecer para o outro aquilo que eu já conquistei em mim mesma. Caso contrário, estamos apenas como se diz no ditado popular “cobrindo um santo e descobrindo o outro”.
Eu falo isso com muita propriedade, pois no passado ajudava meus clientes de psicoterapia, mas não conseguia me ajudar. Esse comportamento é típico de muitos terapeutas e Carl Gustav Jung chamava de “Arquétipo do Curador Ferido”; aquele que deseja curar as pessoas, mas esquece de suas próprias feridas.
Felizmente, à medida que fui expandindo minha consciência e adquirindo uma maior sabedoria, fui percebendo que quanto mais eu me doava para alguém que eu cuidava, mais eu me sentia fraca e minha vida “descia ladeira abaixo”. Isso acontecia porque eu não me dava o que precisava, eu não me amava não me perdoava, não me aceitava e principalmente não me cuidava como deveria.
Então, compreendi que a principal razão de estarmos aqui é para nos curarmos e para desenvolvermos todo o nosso potencial. E foi aí que comecei a me levar a sério de verdade, busquei a cura para a minha alma de todas as formas possíveis e imagináveis, passei a me priorizar e a me nutrir do mais puro amor por mim mesma.
A nossa maior responsabilidade é conosco, e acredite isso já dá bastante trabalho, logo, não teria como você se responsabilizar pela vida de alguém. Entenda que o máximo que pode fazer é dar a mão, mostrar um caminho, orientar, dar um carinho, contribuir e estar ao lado (se isso te fizer bem). Entretanto, você jamais deve se anular, abdicar de seus projetos e sonhos, ou se maltratar em prol de outra pessoa, pois esse comportamento é uma psicopatologia (doença da mente) e se chama masoquismo.
No meu caso, foi a partir desta mudança comportamental que a minha vida começou a fluir, tudo começou a dar certo e a se encaminhar da melhor forma possível, como se o Universo estivesse me dizendo: “Nossa, finalmente você acordou, então vou te ajudar e conspirar ao seu favor!” Minha energia foi potencializada e consequentemente passei a ajudar um número muito maior de pessoas, porque agora sim eu estava preparada para isso.
O nosso maior comprometimento pessoal, emocional e espiritual é com a gente, portanto você tem a obrigação e o dever de si cuidar inteiramente. Deus te deu a oportunidade de vir aqui pra você se desenvolver e brilhar, não desmereça esse presente, pois uma vez que você esteja bem, firme e se torne um ponto de luz no planeta, você será capaz de afetar positivamente muitas pessoas com a sua energia.
Enquanto você não faz isso e só ajuda os outros, além de se prejudicar, você pode também estar fazendo mal ao outro; porque algumas vezes acontece de pensarmos estar ajudando, quando na verdade estamos apenas nutrindo o vitimismo, a zona de conforto e a estagnação da pessoa, pois ela pode estar viciada em não fazer nada em prol dela mesma, permanecendo acomodada apenas sugando e tornando-se dependente da sua energia.
Esse tipo de relacionamento faz com que ambas as partes não cumpram seu propósito de existência, gerando mais problemas e complicações. Saiba que existem muitas formas de ajudar alguém, uma delas é se tornando um exemplo de positividade e plenitude. Experimente incentivar o empoderamento da outra pessoa para que ela assuma total responsabilidade sobre a vida dela também. Faça isso antes que a sua vida passe e seja tarde demais, honre a si mesmo, priorize-se.
Ah, e se possível tente não ser reativo e interpretar mal minhas palavras, eu sei que o assunto é delicado e precisa de uma dose de reflexão.
Então, pro seu próprio bem, antes de refutar esta mensagem, feche os olhos, respire, ponha as mãos no seu coração e sinta-o falando: “Olha pra Mim!”
Paz e Consciência,
Tatiana M. Galvão

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