Quem é essa Nova Mulher?
13 maio 2019

Quem é essa Nova Mulher?

Esse texto não é

13 maio 2019

Esse texto não é bem o que você espera…
Que nova mulher é essa? Essa que é multitalentos, dinâmica, assertiva, guerreira, “bem-sucedida” e principalmente despedaçada! Essa mulher que nunca tem tempo pra nada, nem pra ninguém, pois ela não mais tem tempo para coisas tão “pequenas” quanto ser ela mesma e respeitar sua própria natureza, nem muito menos para estar plenamente com seus entes mais amados… Que novo padrão é esse, onde estamos tão envoltas pelas novas normas e padrões sociais que nos esquecemos do principal?
Onde estamos tão ocupadas em nos esforçar para sermos reconhecidas que nos esquecemos do amor, do carinho, do aconchego e das coisas simples da vida por conta da alta expectativa que geramos a respeito dos nossos “supostos necessários excelentes resultados” e que ao menor vislumbre de “falharmos”, nos punimos cruelmente reprimindo nossos instintos e dons mais profundos e sublimes.

Para onde estamos indo sem maiores questionamentos a respeito de quem somos e o que de fato estamos deixando aqui na Terra? Eu vejo mulheres endurecidas e robóticas, vejo mulheres querendo provar a todo custo que são fortes e resistentes. Vejo mulheres competindo com os homens e secretamente comparando capacidades e talentos; reprimindo seus poderes intuitivos e sua capacidade de flexibilidade emocional. Mas qual o preço de tudo isso?
Será que realmente te faz bem viver esse personagem? Essa super mulher que não se permite viver sua “fragilidade” e sensibilidade? Já parou pra pensar que nossa força não precisa vir de músculos, ou por vezes do alto cargo profissional tão almejado como troféu para o ego? Já parou pra refletir que lutamos tanto contra o “machismo” e nos tornamos a sua imagem e semelhança apenas com uma “maquiagem” diferente? Por que insistimos nessa disputa entre superior e inferior? E se apenas relaxarmos na ideia natural de sermos diferentes e complementares? Será que estamos muito mais preocupados com a quantidade de pessoas que vamos alcançar do que com o sentido maior de nos relacionarmos?
Escrevo este texto neste momento porque senti um chamado em minha alma que há algum tempo eu não me permitia sentir, afinal, eu precisava focar no que me daria destaque nas mídias e essa minha essência não anda muito em alta nesses tempo (rsrs). Realmente, em geral esse meu lado não costuma ser bem interpretado ou não muito bem aceito pelas pessoas, mas será que estamos aqui para sermos aprovados pelo externo ou para nos aceitarmos e amarmos a nos mesmos e uns aos outros sem tantos pré-requisitos e julgamentos?
Então, eu te pergunto qual foi a ultima vez que você se permitiu não fazer nada funcional e simplesmente contemplar a si mesma, as pessoas, a vida, seu filho ,seu companheiro, os pássaros, o céu, a terra e o mar sem se preocupar com números; sejam de curtidas no Instagram, ou dos dígitos da sua conta bancária? Escrevo tudo isso com intensidade e um turbilhão de sentimentos, pois percebo que se não revermos esses pontos muito provavelmente adoeceremos de corpo e espírito.
Você ainda se permite dançar livremente, ou chorar loucamente por um momento? Você ainda tem amigos, faz vínculos de coração ou suas conexões são apenas interesses de negócios ou conveniências do que lhe é agradável? Você se permite olhar pra dentro de si mesma e enxergar suas nuances, suas versões e unir todas elas sem fragmentações ou julgamentos do que é ou não é valorizado atualmente?
Se você leu este texto até aqui é porque no fundo também sente que precisa mergulhar mais profundo em seu ser, para poder resgatar todas as partes que há muito tempo havia deixado para trás. E não se engane, não estou te incentivando a jogar tudo pra cima e desistir dos seus objetivos materiais, na verdade acho isso muito válido, relevante, necessário… Entretanto, estou te convidando a olhar para questões que poucos andam olhando e assim reintegrar a sua natureza essencial e brilhar ainda mais.
Com amor e alma,
Tatiana M. Galvão

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